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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Minha mais nova paixão


Eu pratico Judô a mais ou menos 5 meses. Nesse tempo, devo considerar duas paradas forçadas. Primeiro, o lugar onde eu comecei treinando fechou as portas e eu fiquei com o meu Judogui (ou kimono, como é mais conhecido) na mão e toda minha empolgação. O lugar onde eu treinava ficava perto da Faculdade, tinha o horário perfeito para minha agenda. Desolada com a mais recente perda, procurei incansavelmente por outro lugar pra treinar. Ligações e mais ligações, pesquisas no google e tudo que eu conseguia era treino no horário da noite, mas nesse horário eu estou em aula – se é que eu posso chamar aquilo de aula. Eu já estava desistindo quando encontrei o perfil da Campeã Brasileira de Judô, Fabianna, hoje minha amiga. A principio, exitei em deixar algum recado, mas depois tomei coragem e perguntei onde ela treinava. Depois disso começamos a conversar, ela me convidou para um treino que aceitei de imediato.O primeiro contato com o pessoal da Associação foi lá na Imbiribeira, aproveitando que não tinha aula na faculdade, eu fui. De cara, já gostei de todo mundo e conversando com o professor ele me disse que eu poderia treinar no Colégio Viver – Candeias. No momento não me importei com a distancia, o que eu queria mesmo era voltar a treinar regularmente. Céus, nem tudo é perfeito. Depois de um mês treinando, o meu gasto com passagem de ônibus estava ficando muito alto. Sem dinheiro para bancar tal coisa, parei pela segunda vez.

Desiludida (sem dramas) por não poder mais treinar, detestei estar ocupada todas as noites (faculdade). Afinal, eu só ia mesmo marcar presença, porque fazendo Jornalismo percebi que o curso deveria ser de apenas dois anos e meio, quatro é enrolar demais a minha paciência e o bolso da minha mãe. Comecei a faltar. Não para ir aos treinos, mas para ficar em casa mesmo, dormindo. Aliás, nunca dormi tanto como nesse ultimo mês. Essa minha falta de ânimo me levou para prova final em jornalismo on-line( eu ainda não acredito que ele me colocou na final por causa de meio ponto, eu disse, MEIO.), mas, graças a mim mesma, passei em todas as cadeiras com média acima de 8,0. Estou de férias, isso significa dizer que, posso voltar a treinar. Sem demora, entrei em contato com Fabianna e já voltei aos treinos, com promessa de mudança de faixa no final do mês. Estou feliz outra vez e não quero pensar no mês de agosto, quando retornarei à faculdade.

Essa minha paixão repentina pelo Judô me enche de alegria. È uma motivação nova a cada treino, a cada campeonato que vou assistir. Nos treinos, me surpreendo comigo mesma, superando as limitações que julgava ter. O meu jeitinho frágil do dia-a-dia, no Dojô (tatame como é mais conhecido), dá espaço para uma determinação muitas vezes desconhecida por mim.

3 comentários:

Ellwyn Ahrenfell disse...

Sabe eu, há algum tempo atrás, desejava fazer jornalismo... rsrsr... deve ser uma profissão muito boa de se exercer... E realmente acho importante essas atividades que, aparentemente insignificantes aos olhos de quem está de fora, tornam o caminho "andável"! hihih Obrigado pelo seu comentário!!

Tzimisce disse...

Judô? tu faz Judô? morria e num sabia, mas o povo num conhece o Dojô como tatame não, e sim como academia :P, bom, eu curto muito judô não se fosse prá fazer alguma luta nesse sentido eu faria taeKD, ou KungF... acho muito legal o jeito e a agilidade dos caras, combina com meu corpo alto e magro :D
Colocar na final por meio ponto é absolutamente normal, pelo menos lá na UFRPE os professores ligam para 0,25...
Só a professora de psicologia me fez passar em cima da média 7, porque eu sou muito sarcástico, sabe como é né :D, mas as outrs cadeiras foram todas acima de 8,5!
Tá no sangue :P

Tzimisce disse...

ah, já ia esquecendo, vamo fazer um bannerzinho pro blog né? :P