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terça-feira, 1 de julho de 2008

Quer conhecer o homem, dê-lhe poder



O post de hoje é reflexo de uma conversa que tive hoje cedo com minha mãe. Falávamos sobre dinheiro. E minha mãe soltou a velha frase: - Quer conhecer o homem, dê-lhe poder. Ela foi feliz na colocação dentro do que estávamos falando, de quem estávamos falando ( sem citar nomes aqui, claro). E no decorrer da conversa, percebi que minha mãe tem uma visão um pouco obscura sobre mim...rs Segundo ela, quando eu tiver dinheiro vou mudar muito. Fiz questão de deixar claro que nada será mudado, afinal, eu já sou uma pessoa “chata” mesmo sem ter dinheiro. E tentando “clarear” essa imagem que minha mãe faz de mim, expliquei a seguinte situação:
Eu sou pobre, estou no ultimo ano de Jornalismo graças ao esforço da minha mãe e meu, claro. Minha mãe recebe o salário do comércio ( R$ 450,00 mais ou menos), faço faculdade porque consegui uma bolsa de 50% no ProUni (finalmente algum presidente fez uma coisa boa pelo povo de baixa renda). Quatro anos de faculdade não são quatro meses. Mesmo com a bolsa de 50% temos um custo muito alto. Afinal, existem os gastos “extras” como: passagem de ônibus, xérox, livro, e tantas outras coisas que aparecem pelo meio do caminho. Só consegui chegar até aqui, graças ao “pezinho de meia”, que minha mãe fez durante todos esses anos antes da minha entrada na faculdade. Em toda minha vida acadêmica, ninguém nunca chegou pra perguntar se a gente estava precisando de alguma coisa, se a minha faculdade estava em dia, se eu tinha passagem pra assistir as aulas, nada. Simplesmente ignorando a minha existência (usei exatamente essas palavras). E por que mãe, quando eu conseguir alguma coisa ($$$) tenho que ajudar a minha família? Não, eu não tenho nenhuma obrigação, como eles também não tem comigo. Olho por olho, dente por dente. =) Né assim? Ótimo! Estou vivendo do mesmo jeito. Sobrevivo num mundo de canibais com a sua ajuda, só.


Se hoje em dia, alguém me vê pela rua e finge que não me conhece. Que fala em mim como a parente pobre que faz faculdade graças a uma bolsa, a bichinha é tão esforça ( e banana pra mim nas minhas costas). Ei, me errem sempre! Como fizeram até o dia de hoje, me errem mesmo. Por tudo. Sem mágoas, sem lero-lero. Só não quero ouvir depois: Ficou tão metida! Aqui pra nós, eu já sou metida (eu sei que vocês acham). E sabe por quê? Porque eu nunca fui de tá babando quem tem dinheiro, nunca fui a lugar algum querendo me aproveitar do que os outros tem, nunca pedi 10 centavos, mesmo quando me faltou pra completar o dinheiro de um biscoito que eu queria comprar. Não, não. Sou muito chata pra ficar puxando o saco dos outros. Mas, isso não quer dizer que eu não seja humilde. Tem gente que confunde humildade com puxação de saco.


No final da conversa, minha mãe acabou entendendo o meu lado. E pra encerrar eu disse: - Mãe, você é tão boazinha com as pessoas, ajuda todo mundo ( as vezes sem poder), parabéns! Só tem um detalhe, eu não sou assim.
Nem sempre a criatura sai à maneira do criador, isso é fato.

3 comentários:

Ellwyn Ahrenfell disse...

1° obrigado pelo comentário!!! E concordo plenamente com sua afirmação de que humildade não nada a ver com servilismo... Gostei do seu blog, realmente um balaio!!! kkkkkk

Ray disse...

é isso aew parceira de cotas... o topo nos espera

Renata Cabral disse...

Concordo com quase tudo!