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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eu me despeço



Eu me despeço de tudo
Da nossa história
Nossa casa
Nossos sonhos


Eu vou embora levando a saudade comigo
Deixo com você o que foi bom
Deixo tudo que restou depois da tempestade
Tudo que foi forte suficiente para não desmoronar com a chuva


Eu me despeço de tudo
Das nossas noites quentes
Nossos risos
Nossas lágrimas


Eu vou embora...
Deixo com você o meu carinho
A minha paixão
O meu beijo mais ardente


Eu me despeço de tudo
Dos nossos corações nos sorrindo
Da cumplicidade
Das nossas confidências noturnas


E me despeço de tudo
Do que eu fui
Do que fomos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Viva!

“E a vida o que é diga lá meu irmão”, grande Gonzaguinha. A vida é o que a gente quer que ela seja, e eu quero que minha vida seja um carnaval. Alegria, alegria... Depois só a saudades da quarta-feira ingrata que sempre chega. A quarta-feira pra mim começa na segunda, quando eu tenho que parar meu carnaval... Meu bloco sempre sai aos finais de semana, sempre regado de muitos risos, cervejas, vinhos, 51, coca-cola... ÊÊÊ festa! Quer entrar na festa? Pode vim não paga nada. =D

Tudo bem, ainda não chegou sexta-feira, mas eu já comecei, posso? Ah, ok! Obrigada heim? Hehehehehe... Eu bebo com meu dinheiro, então, me deixa. \o/

Viva a vida, viva a mim! Hehehehehehe =D

Opsss...

Estou vendo um duende dentro do meu copo...

Que danadinho!

Bebi tudo e mesmo assim não consegui pega-lo

sábado, 11 de outubro de 2008

Não peça, venha!


Agora você vem me pedindo licença pra entrar

Quando resolveu enterrar nossa história na lama do esquecimento

Não me perguntou, nem questionou se era isso qu´eu queria

Agora vem você me perguntando se pode ficar

E quando decidiu se enroscar em outros braços, nem de mim lembrou

Nem me perguntou se era isso qu´eu queria

Agora você vem me perguntando se ainda é possível me fazer feliz

Nem ao menos hesitou quando deixou minha vida por um triz

Agora você quer agasalho, café quente, cama feita

E nem lembra que me deixou na rua, sem saber o caminho de casa

Agora você vem me pedindo licença pra entrar

Mas nem olhou pra trás quando trancou as portas e jogou as chaves pela janela

Agora você quer reconstruir nosso castelo

E nem lembra a dinamite que ativou quando eu ainda estava dentro

Agora você vem me pedindo licença pra entrar

E nem vê que eu estou aqui, tentando levantar, querendo renascer...


Se quer entrar, entre

Se entrar, me traga felicidade

Se trouxer felicidade, que seja pela eternidade

Se isso for muito pra você, me deixe aqui

Deixe qu´ eu levante sozinha, que renasça com os dias

Mas se quiser mesmo ficar

Não demore, não peça, não pergunte...

Apenas venha com o vento!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Eu, gladiadora de mim


Esse paradoxo de amor e ódio é o que me mata, virei gladiadora de mim.

Na madrugada do meu intimo, eu te desafio para um duelo...

Já nem sei quantas vezes te matei numa noite, já nem lembro quantas vezes morri ao te matar.

E no raiar do dia, como se por uma maldição, você me aparece com esse sorriso, esse contentamento... Eu, gladiadora de mim, te vejo renascer ainda mais forte, imortal como os deuses da Roma Antiga.

Eu que já nem sei se mato ou se morro, choro as lágrimas dos tolos, dos loucos apaixonados. Você, paradoxo de mim, do principio ao fim.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O nada

Nada poderia afetar o que construímos
Nada deveria ser nada.
O nada faz em enchente em mim
Molhando meu corpo, minh´alma
Me inundando de sentimentos bons, ruins, sentimentos de nada
O nada é quase um nada
O nada sou eu correndo atrás do trem
Te esperando e você não vem
O nada deveria ser nada
Ou quase nada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ontem eu tive um encontro



Ontem eu tive um encontro
Um encontro como há muito tempo eu não me permitia ter
Conversamos, nos olhamos profundamente por um bom tempo
Chorei minhas mágoas, minhas angustias
Ontem eu tive um encontro
Contei-lhe meus segredos, meus medos
Silenciei, gritei, me soltei
Percorri becos, encontrei saídas não utilizadas antes
Ontem eu me encontrei comigo
Me olhei, me beijei, me amei
Me resgatei de uma escuridão clara demais aos meus olhos
Ontem eu tive um encontro
Ontem eu pude conversar comigo.