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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eu me despeço



Eu me despeço de tudo
Da nossa história
Nossa casa
Nossos sonhos


Eu vou embora levando a saudade comigo
Deixo com você o que foi bom
Deixo tudo que restou depois da tempestade
Tudo que foi forte suficiente para não desmoronar com a chuva


Eu me despeço de tudo
Das nossas noites quentes
Nossos risos
Nossas lágrimas


Eu vou embora...
Deixo com você o meu carinho
A minha paixão
O meu beijo mais ardente


Eu me despeço de tudo
Dos nossos corações nos sorrindo
Da cumplicidade
Das nossas confidências noturnas


E me despeço de tudo
Do que eu fui
Do que fomos.

3 comentários:

Arthur Matos disse...

Se você for...não saberei o que fazer!
Mas nao vou dizer adeus.
Pois o adeus não é o que eu quero!

Muito legal! Blog é cultura, informação, poesia e vida...

Bjs e tenha uma semana cheia de alagrias!

Alceny Trajano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alceny Trajano disse...

E ainda dizem que a alma do poeta é mortal... nunca foi e nunca será pois mesmo que morra todos os dias, e morra por esse amor que tanto escreve e sente, voltará a viver e a acreditar nele sempre.
Você é uma poetiza e como tal sofre as dores e experimenta os sabores do ofício. Amo o que você escreve e a forma como escreve.

Bjão da tia Alceny.