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sábado, 11 de outubro de 2008

Não peça, venha!


Agora você vem me pedindo licença pra entrar

Quando resolveu enterrar nossa história na lama do esquecimento

Não me perguntou, nem questionou se era isso qu´eu queria

Agora vem você me perguntando se pode ficar

E quando decidiu se enroscar em outros braços, nem de mim lembrou

Nem me perguntou se era isso qu´eu queria

Agora você vem me perguntando se ainda é possível me fazer feliz

Nem ao menos hesitou quando deixou minha vida por um triz

Agora você quer agasalho, café quente, cama feita

E nem lembra que me deixou na rua, sem saber o caminho de casa

Agora você vem me pedindo licença pra entrar

Mas nem olhou pra trás quando trancou as portas e jogou as chaves pela janela

Agora você quer reconstruir nosso castelo

E nem lembra a dinamite que ativou quando eu ainda estava dentro

Agora você vem me pedindo licença pra entrar

E nem vê que eu estou aqui, tentando levantar, querendo renascer...


Se quer entrar, entre

Se entrar, me traga felicidade

Se trouxer felicidade, que seja pela eternidade

Se isso for muito pra você, me deixe aqui

Deixe qu´ eu levante sozinha, que renasça com os dias

Mas se quiser mesmo ficar

Não demore, não peça, não pergunte...

Apenas venha com o vento!

Um comentário:

Arthur Matos disse...

Muito interessante!
Esse texto parece como um chamado, se é que posso dizer isso.

"Se quer entrar, entre"

Ou melhor, um pedido...

Muito interessante msm! adorei, um dos melhores que ja li aqui neste blog!
Deveria continuar escrevendo este texto se ele for seu, pois ficou muito bom!