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sábado, 20 de dezembro de 2008

Alguém

Essa noite alguém chorou em meu ombro, calou em meu peito, gemeu baixinho de dor. Alguém queria abrigo, consolo, carinho... Alguém queria se sentir amado, querido, acolhido. Alguém queria simplesmente ser alguém para alguém.
Conversas noturnas, confissões tímidas, olhares indiscretos. Beijo acanhado, abraço apertado – alguém querendo abrigo.
Juras de amor, promessas de futuro – casa, filhos, felicidade. O cheiro da necessidade, da paixão enrustida por entre as lágrimas, o coração acelerado de ansiedade. A noite é tão curta, às vezes tão fria, querendo ser quente, às vezes tão quente sendo forçada a esfriar. Alguém sofre em silêncio gritando por ajuda, alguém padecendo por um sentimento puro, mas dolorido.
Alguém se esvai a cada palavra, a cada gesto. Um sentimento querendo brochar, outrem tentando abafar. Alguém chora, se sente perdida.

Quem é mesmo esse alguém? Esqueci de perguntar.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Conjugando

Eu – bebo por mim
Tu – bebo pela falta
Ele(a) – bebo, só bebo
Nós – bebo deliciosamente
Vós – bebo em comunhão
Eles(as) – bebo por tudo e todos

Não importa a pessoa, tempo ou conjugação. Bebo porque beber é uma arte.
Quem sabe, qualquer dia desses eu não beba você?!

=)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Nossa música não toca mais

O meu velho radinho de pilha tocou aquela nossa música, lembrei de você. Lembrei do seu sorriso, da sua cara de amor, do seu abraço - chorei. Chorei por ver naquela letra toda nossa felicidade, por ver em mim toda essa saudade. A melodia se faz tão presente, a cada acorde eu fico um pouco menos, você vai um pouco mais. Vai no tom, no som, na letra perfeitamente sincronizada.
Já não escuto a música, eu sou a própria música que chora no radinho de pilha, você me ouve? Você pode me sentir? Queria tocar você, em você. Tocar seu coração, embalar outra vez os seus sonhos, fazer parte dele. Sentar ao seu lado, ouvir músicas sobre o nosso amor. Você de melodia, eu de letra... Que nos toquem no radinho!
A música está chegando ao fim, e a mesma saudade toca em mim. Desliguem o velho radinho que me faz chorar, não quero ouvir música, não quero lembrar. Lembrar que ainda sou você, que ainda escrevo por nós.
O velho radinho de pilha parou, ele não toca mais a nossa música, ele não canta mais o nosso amor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

É fantasia, é ficção

Você agora deu pra beber nos bares que freqüento, passeia pelas ruas que escrevi minhas várias histórias, despe seu corpo com outro na mesma cama que eu adormeci tantas noites. Você agora deu pra me ligar vez em quando, me chamar de querida, me querer de comida, de água e o escambau. Você usa minhas roupas, meu perfume, e até o meu baton, me chama pela tarde, mas eu quase nunca estou. Você me escreve cartas indiretas, se maqueia só pra se mostrar mais feliz, fala de amores antigos e dos que estão por vir. Isso são apenas máscaras, daquelas que eu te vi usar por aqui. Um dia a casa cai, nada fica no lugar, e aí? Você volta correndo, correndo pelos caminhos que o tempo já modificou, não se encontra, não me encontra. Bebe mais um gole de cerveja, procura por minha saliva, deita na cama vazia, grita por estar sozinha. Os sonhos já não existem, se tornaram miragem das tuas mentiras, mentiras que me contas tentando me ferir, me abrir. E se me abre, por que não me toma? E se me quer, por que não me come? Você agora deu pra sorrir por aí, com aquela risada que eu registrei na velha fotografia estampada no porta-retrato. A fotografia ficou, a gente não, a gente nem existe, nunca existiu, a gente é fantasia, é ficção. Você agora deu pra me provocar ciúmes, quer ver minha cara feia, meu instinto animal. Você coloca a melhor roupa, só pra me ver olhando, sai com o melhor perfume, aquele todo especial da primeira vez, fica na esquina me esperando passar, quer ver minha cara de perturbada ao te encontrar. Agora você deu pra ler os livros que leio, só pra saber que palavras usar, ouve as músicas que escuto, me dedica letras que fazem chorar.
Agora você deu pra vasculhar minha gaveta, minha bolsa, minha carteira. Bagunça todo meu interior, diz que está procurando algo, você não encontra, volta a procurar. Fico de pernas pro ar, virada de ponta cabeça e você vai embora. Vai beber naquele bar, no mesmo bar que deixei cair minha roupa, minha carne, foi lá que perdi meu lugar. Agora você quer me cobiçar, apela pra minha luxúria, pr´essa falta de ar. Eu já mudei de cidade, transformei a rotina, virei bailarina. Eu já nem canto, nem durmo, já não como e nem choro, já nem deito e nem ando, já não peço ou imploro. Eu já nem sei se estou, se fiquei ou se fui. Divida essa cerveja comigo, deixe escorrer esse álcool em mim, até parar no meu umbigo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sentença - III

Pensamento do dia:

1 - Nunca termine um namoro no período de conclusão de curso, isso pode acarretar danos gravíssimos em pessoas sentimentais.

2 – Não sinta sono mesmo tendo dormido apenas 1h30mim na noite. Isso pode causar-lhe mau humor que em nada vai ajudar no progresso das atividades.

3 – Sempre existe o lado positivo da coisa e pensar nele é um consolo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sentença - II

Pensamento do dia: Não seja tolerante com irresponsabilidade de prestadoras de serviço. Faça cara feia, chame palavrão, solicite a presença de um responsável imediatamente. Resultado: Eles olham na sua cara e percebem que você não está nem um pouco afim de “brincar” e resolvem logo o seu problema.
Funciona!!! =D

A coelhinha comedora de cenoura


Ahhhhhhhh... Nem terminou ainda e já estou com saudades (eu e minhas saudades antecipadas ¬¬) das conversas matinais dentro da kombi. Um dos transportes que utilizo há um ano para chegar no trabalho (depois ainda pego um ônibus).


E a conversa interessante de hoje foi:

-Como fuder o cu do seu amigo com um potinho de maionese

Nota: No percurso da semana passada ouvimos no rádio a notícia de que um homens após trocar afagos íntimos com o amigo, foi parar na restauração com dores fortes no estomago.

Motivo: O amigo (só se for da onça), no calor do momento introduziu um pote de maionese no cu do outro.
Eis que eu levantei a seguinte questão: Será um cu? Será um bueiro? Sim, porque para agüentar um pote grosso daquele...rs Enquete lançada!
O negocio é que esse assunto se estende até hoje, nos fazendo rir horrores. Hehehehehehe =D

Conversa vai, conversa vem...

Pauta do dia: Onde encontra a rola (orgão sexual masculino) de ouro? (pauteira: minha mãe)

Nota: Minha mãe se desiludiu tanto com seus amores ao longo da vida, que tudo pra ela se resume em: Não serve? Manda rodar. Se tudo fosse tão simples assim, né? E ela não entende... Bate o pé dizendo que vai-se um rola, vem dezoito! Calma aê mãe, quem tá falando nisso? Estamos falando de s-e-n-t-i-m-e-n-to. Falar de amor é meio batido, né? Então que falemos “daquilo”.

Declarações:

“ Tem carinho que a gente nunca esquece, principalmente se ela faz gostoso”

“ Rola é rola, fecha o olho e come assim mesmo”

“ Sempre tem aquela inesquecível, aquela que podemos chamar de rola de ouro”

“ Existem as de prata, bronze, não as desprezem”

“ Na minha idade já não importa se é de ouro, prata ou bronze. Se coçar, vai até com a cenoura”

“ Então quer dizer que você é uma coelhinha que adora cenouras? (rs)”
pausa para muitos risos


“ Já tirei a cenoura da minha cama, porque depois o povo vai achar que tô usando mesmo”

“ Vai ficar mal falada hein? Nessa idade, comendo cenoura assim...”

Droga! Chegamos ao destino. Desce todo mundo..

-Tchau gente, até amanhã! (todos se despedem)

“ Tchau coelhinha, cuidado com a cenoura!! ( diz alguém ao longe)

Conclusão: Conversa produtiva no inicio do dia é um ótimo estimulante para o trabalho. Hahahahahaha... A-D-O-R-O \O/ \O/