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sábado, 10 de janeiro de 2009

Esse tédio que não sai de mim



Estou visivelmente entediada esses dias. Essa monotonia de uma semana já está por me deixar exausta e sem paciência. Ir dormir quando o galo começa a cantar, acordar religiosamente ás 13hrs, assistir Mulheres apaixonadas, almoçar, tomar banho, ler alguns capítulos de A menina que roubava livros, conversar com minha mãe, assistir A favorita, em seguida, ver Maysa, ler mais um pouco enquanto tento me conectar na internet, varar mais uma madrugada adentro, ler um pouco mais e voltar a dormir. E isso tem se repetido constantemente, e nada muda, absolutamente, NADA.


Pelo amor de Deus, eu não sou de ferro. Sair sozinha? Não, ainda tenho orgulho o suficiente e me recuso a sair sozinha. Há dias estou com vontade de ir ao cinema, vejam só vocês, me falta companhia. Não vou ficar feito uma louca mendigando companhia de alguém que se compadeça da minha situação. Como não frequento cinema sozinha (também), fico em casa amargurando minhas horas. Talvez um dia em experimente essa tal experiência, mas por agora, isso me parece pouco provável.


O que me sobra é o meu livro, meu computador e minha mente insana. O primeiro daqui a um pouco vai me deixar, tenho lido um pouco rápido demais (acho), na verdade, ás vezes leio menos do que sinto vontade, só por não querer ficar sem a história depois qu´eu terminar de conhecê-la. Meio louco isso, mas é a pura verdade. Meu computador, meu amigo e companheiro. Faço do meu teclado a minha pena, os pensamentos me vêem tão rápidos que acabo perdendo muita coisa boa se ficar presa na caneta, ao menos com o teclado consigo ser um pouco mais rápida, mas só um pouco. Agilidade nunca foi o meu forte, e na verdade, nunca será. Lenta, porém, precisa. Ui!


Confesso, por toda essa semana senti vontade de me embriagar, não de palavras, pois delas me embriago todos os dias, mas de álcool mesmo. Estou tentando me freia, manter o controle da situação, se deixar, acabo bebendo todos os dias. É apenas uma tentativa absurda de fugir de uma realidade, que para mim, é problemática. Estou complexa e chata, absurdamente insuportável. No mais, eu tenho que me aguentar!


Talvez tenha chegado o momento de virar cigana...rs Eu deveria mesmo, sair por aí, “sem eira nem beira”, com a minha mochila nas costas, vagando pra qualquer lugar e pra lugar nenhum, do jeitinho que eu imaginava quando era criança. Loucura, loucura... No fundo eu sei que nunca faria isso. Acho que nem mesmo algo que se aproximasse disso.


O que me resta é ficar por aqui, me aguentando, me suportando... Nossa! Minhas férias estão muito interessantes! ¬¬ Eu não deveria dizer isso, mas essa vida sem compromissos não para mim. Infelizmente me acostumei a gostar de ter obrigações. E a única obrigação que me restou no meio disso tudo, é a de me manter viva em meio ao tédio.


Gente, eu quero sair, visitar casas novas, pessoas novas. Tá bom, vou dizer a verdade, quero ser beijada, abraçada, quero sentir alguém me tocando, alguém que me faça relembrar que ainda estou viva e que o mundo não se resume em mim. Estou carente? Não, ainda não. Estou com saudades! =/ Ás vezes me acho idiota por isso, e no momento estou me sentindo uma. Enfim, nada de lamentações, não agora.

Bom, bom... Acho que já chega por hoje!

Vou ver se consigo alguma coisa interessante pra fazer...

Pergunta do dia:
Alguém já morreu de tédio???


Ouvindo: Eu mesma cantando Vá pensiero (primeira música que aprendi a cantar em italiano)

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