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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Hoje eu te vejo

Isso é o máximo que você consegue? Talvez eu nem precise dizer olhando nos seus olhos o quanto eu lamento por tudo isso. Lamento por você ter se tornado essa carne podre, da qual, sinto o mau cheiro ao longe, da qual, recuso-me a qualquer tipo de aproximação.
Meus amigos me avisaram, meu pai, teu irmão... A vizinhança, era testemunha da tua constante traição. Eu não vi nada, eu não queria saber nada. Preferia acreditar em você, nas mentiras que me contava. E me embalei nos mesmos braços que tantas outras embalavas.
Hoje eu te vejo, consigo ver tua carne, teu odor, a ausência do teu caráter, o que te sobra de mais infame. Nada era sentimento em você, nada era verdade. Não caia jamais, não tropece... Mas entenda, nem tudo é reta, numa dessas esquinas a vida te acerta, te cobra com juros tudo que dela roubaste.
Você brincando com os sonhos de alguém, zombando dos afetos, não tendo medo do retorno. Tudo volta, três vezes mais – volta. É a lei, está escrito. Por isso que eu digo, não caia jamais. Se a vida te acerta, você dará mil passos para trás.
Sua carne é tão podre. Desculpe, sinto nojo!

Um comentário:

Arthur Matos disse...

Profundo, e também interessante!
Olha que vou começar a animar e publicar no meu blog meus textos...rsrs
O ano começou bem...com esse texto qualquer um empolga!

beijos e uma ótima quinta feira!!!