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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Lembranças que ferem



O que faço se já não posso mais seguir? Já não lembro nem sei aonde ir... Me perdi de mim, quando me vi em você, e agora me sinto tão só. Sem você tudo perde a graça e o sentido de existir. Os dias amor, são tormentos de minh´alma. As lembranças me ferem o peito, o faz sangrar, e sangro lentamente por você. É tudo tão pesado sem os seus braços, sem os seus beijos. Tantos anos, e agora você me quis deixar assim – sozinha.


Como não sofrer? Como não chorar? Como não gritar? Como não pedir para voltar? Te espero aflita na janela, sinto seu cheiro ao longe, e você não me vem. Você passa, assim como os dias, e as noites que me entristecem.


Já não me acompanhas nos lugares aonde vou, não te encontro em meus lençóis – no meu suor. A minha boca está esquecendo o teu sabor. Quando foi a última vez que nos beijamos? Você não lembra. E eu não posso esquecer, não quero esquecer aquele beijo, aquele gosto – gostoso.


Lembro de você aqui, suas mãos nos meus cabelos, no meu rosto, passeando no meu corpo, me buscando, me desejando...
Me dizem que sou louca por te amar assim, por te querer assim, assim como és. Mas o que faço eu? Se me encontrei nas curvas que desenham teu corpo, nas entradas e saídas de você. Eles não te vêem. Eu te vi, eu pude sentir você, entregue – inteira.


Eu tento não chorar ao lembrar de nós, eu tento não querer você de volta, eu tento não sofrer. E por tentar, te amo mais, te quero mais, nos quero infinitamente mais.

Um comentário:

Ellwyn Ahrenfell disse...

Extremamente emotivo e mesmo sensual... Obrigado pelo seu comentário! Estava meio ocupado com o trabalho esses dias; mas a cabeça está fervilhando de coisas pra colocar pra fora! eeheheeheheheh Ah e a indicação da leitura! Muito bom, vou ler esse livro! Bem tenha um bom dia! Xau!