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segunda-feira, 30 de março de 2009

Chuva de letras


Quando elas nada disserem, quando não falarem mais sobre mim, sobre os meus sentimentos ou até a falta deles, aí sim estarei perdida.
Quando minhas palavras não puderem me definir, me transparecer, me esclarecer... Já não terão mais sentido, nem mais virão.
Enquanto isso, chuva de letras... Por vezes desconexas, enlouquecidas, saudosas, furiosas, tristes, alegres, emocionadas, apaixonadas... Sempre tão cheias, tão cheias de mim. Eu que me faço delas, elas que se fazem de mim. Eu que vivo por elas, elas que ganham vidas por mim, de mim...
Fiel companheira, pedaço vivo da minha carne, transfere para eles os sentimentos que não me cabem.


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