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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Na madrugada


Essa nossa diferença evidenciada em nossos atos, reafirmada nas mais diversas situações nos fazem traçar caminhos distintos durante o dia, que só se cruzam ao anoitecer. No calor das nossas madrugadas, onde todas as proibições parecem nos deixar em paz – me deixar em paz – na paz do sorriso malicioso que me ofereces.


Na penumbra dos lençóis sinto suas mãos buscando meu corpo. Nossas bocas ansiosas se enlaçam calorosamente... E eu me dou pra você, te recebo. Depois nos sorrimos “envergonhadas” por mais esse “pecado” – pecado da madrugada.


Carinhos contidos com hora marcada pra terminar. O dia vem vindo, mais uma vez está amanhecendo, mais uma vez o sol vem nos dizer não.


... O dia sempre nos diz que não...

3 comentários:

Anitha disse...

como vampiros que saciam a sede na escuridão da noite e repousa ao amanhecer...

Dustin disse...

"Na penumbra dos lençóis sinto suas mãos buscando meu corpo. Nossas bocas ansiosas se enlaçam calorosamente... E eu me dou pra você, te recebo."

Adorei isso! É muito envolvente essa parte... Da arrepios como se as palavras soprassem no pescoço.

Renata Cabral disse...

Nossa! Perfeito! ¬¬