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sexta-feira, 8 de maio de 2009

E na distância eu descobri...


Depois de tantas dores que você me causou, eu achei que só mudando de cidade para sarar as feridas. Arrumei as malas com o mínimo de coisas que pude colocar, na tentativa – falha – de minimizar tudo que me lembrasse você, e a nossa antiga vida.


Nessa nova cidade não corro o risco de encontrar nossos amigos em comum, que venham me perguntar ou me contar ao seu respeito. Aqui não existe a possibilidade de passar por um lugar qualquer, e de repente, lembrar que já estivemos juntas ali, de lembrar de um carinho tímido trocado no shopping, do piquenique no parque ao final da tarde... Tantas lembranças que não terei aqui.


Um certo dia percebo, que ao passar num lugar bonito, eu fico imaginando como seria se você estivesse aqui. Ao comer uma boa comida, me pergunto se você também tem experimentado novos sabores que a façam lembrar de mim. Quando estou me arrumando pra sair, ainda vejo o seu reflexo no espelho dizendo que minha blusa está com a gola torta, – porque só você sabe como me arrumar – que a sobrancelha está assanhada... E de quando em quando, ouço você me chamar daquele jeito carinhoso... Que hoje ao lembrar, me faz chorar.


É em momentos como esse, que eu tenho certeza que não importa aonde eu vá, eu sempre levarei você comigo, bem dentro de mim.

Um comentário:

Renata Cabral disse...

E na distância descobriu..


... que não consegue viver sem mim!