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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Abrindo em flor


Me abro em flor
Penetra-me a língua
Sugando-me a seiva - o sabor

domingo, 30 de agosto de 2009

Quisera


Quisera eu
não me sentir
totalmente só
longe de ti

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Prazer de você


Deixa eu seguir teu caminho
Sentir o teu cheiro – louco
Iluminar-me de ti
Beber na fonte do teu gozo – gostoso
Trilhar o teu corpo
Cair nas armadilhas do desejo
Devore-me num beijo
Cubra-me de abraços – criemos um laço
Dance comigo ao som dos gemidos
A noite é nossa, só nossa
Não saia ainda
Fique dentro de mim
Eu quero sentir
A vibração
A pulsação
No ápice do prazer – de você.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Botão caído


Beijos intensos
Mãos ágeis
Mais um botão caído
Mais um suspiro em meu ouvido
O corpo arde
Sinto-me estremecer
Seu suor, minha pele
Minha pele, tua procura
Cai mais um botão
Sinto firme a tua mão
Corpos famintos e sedentos
Se buscam, se tocam , se amam...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Criança


Criança, você semeia em mim semente de alegria
Me canta a “canção da chuva”, e me faz chorar
Amoleço ao te ouvir falar...
Saudades do teu sorriso infantil me dando ‘bom dia’
Das tuas mãos me buscando pra mais uma brincadeira
Conta pra mim a estória do jacaré
A gente pode brincar de carrinho se você quiser

(...)

Ryan, saudades infinitas de você!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Menino-homem


Era noite ou era dia?
Ele não sabia
Havia perdido a noção do tempo – o rumo
A bela moça lhe roubou o prumo

Passaram-se semanas
Ele não dormia a esperar por ela
Passava horas na janela
Passavam-se também as donzelas
Mas o coração dele estava preso ao Dela

Ele gemia de dor
Pela pálida face lhe escorria o amor
Ela não lhe vinha
Mais ainda Ele sofria

Ele dilacerado
Um menino-homem
Com o coração nas mãos
Partido em mil pedaços

O amor lhe implodiu o peito
Um grito da garganta ecoou
Grito que a cidade inteira escutou
E em algum lugar Ela sabia
Que Ele gritava por seu amor.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Maria


O amor de Maria é meu
Ela me sorri, me aperta em seu abraço
Beija minha testa solenemente
Acaricia meu rosto, me olha profundamente
Maria me olha tão profundamente
Que ás vezes a sinto me lendo por dentro
Decodificando-me os pensamentos
Maria faz de mim o centro do seu universo

Delicadas mãos que me procuram
Saborosa boca que me beija
Embriagante cheiro que ela deixa – em minha cama
Maria me ama, tanto.

Ela me ouve
Ela me fala
Me cala – num beijo!
Maria me abraça fortemente
Sinto seu corpo quente
Explodindo de paixão

Maria me canta canções de ninar
Me conta estórias de rainhas e reis
Também ela me inclui em suas aventuras
Também eu sou rainha, rainha de Maria

O amor de Maria é meu
E meu amor também é seu.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amiga Palavra


Até tu me deixas, Palavra?
Onde estás que não te encontro?
Vem rimar meu verso, escrever meu conto
Vou dá mais um ponto – Gostas assim?
Tantas linhas desencontradas, mal ensaiadas
Não me deixe sozinha, fiel companheira
Venha sorrateira, leve como um algodão
Quente e sufocante como um vulcão
Exploda-se em mim
Me deixarei em ti
Nas cinzas
Nas brasas
Amiga palavra, sente-se comigo
Beba um pouco da sentimentalidade
Seja transbordante como um rio
Me deixarei em ti
Nas linhas
Nos pontos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sorria!


Sorria pra mim
Pra eles
Sorria!
Teu riso abre o véu entre os mundos
Teu riso acaba comigo
Sorria!
Sorria simplesmente, e meu dia será sempre mais bonito.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Coração apertado


Eu te falei que saudades doía
Viu só como ficou o meu coração?
Pequenininho, apertadinho...
Tadinho, está em agonia!
Volta...
Me traz alegria!

sábado, 15 de agosto de 2009

Falta


Falta amor...
Falta abraços...
Falta carinho...

E agora...

Falta-me até o AR!

*Só quem tem asma sabe

=/

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Escuta... Parte - V


Tanto tempo fora, e quando volta quer encontrar a casa no lugar? A roupa de cama posta, o sorriso mais largo, e meus braços querendo te abraçar? Eu te avisei que nada ia se manter intacto, nada ficou no lugar. Só eu sei a dor de te ver indo embora, só eu sei as lágrimas que derramei e ainda derramo por você. Não volte a me olhar pela janela, não queira saber como estou. Os amigos dizem que é quase felicidade esse meio sorriso, e eu já nem sei o que é.

Nosso caminho é desencontrado hoje, e nem sabemos até quando isso vai durar, talvez, a vida inteira. Foi bom o nosso momento. Não. Foi ótimo. Estou aos poucos aprendendo a lhe dizer adeus. Perdoa se ainda choro ao lembrar de nós, se a saudade ainda machuca meu peito – o peito que não deitas mais para descansar o teu cansaço. Perdoa se ao ouvir sua voz, me vem aquele nó na garganta. Perdoa não poder ficar assim do jeito que você quer. Acredite, dói muito mais em mim. Mas, não posso mais abrir a porta, quando você saiu, e disse que não mais voltaria, eu jurei, sim eu jurei, que jamais deixaria você se aquecer dentro de mim. Aí você saiu, e ficou tudo tão gelado. Me acostumei ao meu inverno.

Por mais que eu chore, por mais que eu implore, não me olhe mais pela janela. Não me queime com os olhos que não são meus. Não me estenda às mãos pra depois tirá-las de mim. Não me dê o calor, pra depois me deixar no frio das palavras. Choque térmico mata!
Você, meu sonho bom. Meu pesadelo mais terrível. Minha cura, minha doença. Paradoxo do princípio ao fim.

Eu SEMPRE amarei você. SEMPRE, entendeu? Haverá o dia em que eu não saberei mais nada sobre você, que não pisaremos o mesmo chão, mas ainda assim, estarei torcendo pela sua felicidade.
Amar é renunciar. Não renuncio ao que sinto por você, mas entendo que nossa história chegou ao ponto final.
Não é frieza, é só o meu jeito de me defender. Dizer adeus nunca é fácil, ainda mais quando estamos falando de AMOR.

Amo você, sempre... sempre!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ausência dói


Estou com frio, cadê seus abraços? Estou com medo, não ouço sua voz. Você vai mesmo embora? Não vai mesmo voltar?
Eu te amo com loucura, que loucura te amar...
Já não sei mais versar nosso amor, verso por agora, minha dor. Dói tudo aqui dentro, sabia? E eu acreditei quando você disse que não iria, que jamais iria me abandonar. E onde está você agora? Não te vejo mais aqui. Seu cheiro se evadiu do meu lençol, das minhas mãos.
Escuta! Meu coração ainda pulsa você.
Lembranças infernais, momentos de tortura. Sua ausência me machuca cada dia mais.


E você, será que ainda pensa em mim?


(....)
Tudo que restou foi o silêncio, tudo agora é silêncio. E eu preciso tanto ouvir sua voz, tanto...

domingo, 9 de agosto de 2009

Feliz dia dos pais!

Feliz dia dos pais. Perdoe-me não mandar o presente, mas mando-te as lembranças, aceitas? Lembra das tardes a tua espera? Das lágrimas caídas pelos teus gestos mais perversos, pela ausência, pela presença amedrontada.

O que poderíamos comemorar hoje? Os meus dias que ficaram mais tranquilos? Os aniversários que você não me ligou? As minhas escolhas das quais você não opinou, brindemos a isso?
Fisicamente, tantas semelhanças. Moralmente? Não sei. Não temos tempo para comparações, não nos reconhecemos mais. O herói da minha história ficou numa lembrança já tão apagada pelo tempo.

Pai, quando será que você vai entender o significado dessa palavra? A responsabilidade que ela traz? A vida é curta, muito curta. Não deixe que seja tarde demais.

E antes que eu esqueça... Feliz dia dos pais!

;)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ana Carolina - N9ve


Hoje foi o lançamento do cd novo da Ana Carolina, intitulado de Nove. O cd é em comemoração aos dez anos de carreira da cantora. Cantora essa, que sou fã há nove anos.
Bom, como sempre costumo fazer a cada novo álbum, vamos aos MEUS comentários.
Sinceramente, eu esperava mais, mas, o último cd (Dois Quartos), já deixou um gostinho meio amargo.

N9ve traz um visual diferenciado dos outros, a capa é de papelão e o projeto fotográfico me agradou. Justo no cd de dez anos, só entraram duas músicas com o grande parceiro de composições, o Antônio Villeroy. No entanto, ela abre uma nova parceria com a cantora e compositora italiana, Chiara Civello, que assina em quatro faixas.

1. 10 minutos – Gostei. Tem uma letra atraente, a melodia é gostosinha. Sem muitos comentários!

2. Dentro – “Escolhi o pior lugar pra me esconder, me tranquei por dentro de você e não sei mais sair”. Isso me agrada ;)

3. Tá rindo, é? – Uma letra super descolada, mas... Não me convenceu! ¬¬ (Saudades de músicas como: Armazém e Implicante)

4. Entreolhares – Música radiofônica! ¬¬ S-ó-n-ã-o-v-a-i t-o-c-a-r-n-o-m-e-u

5. Era – Era, era... Hum? Parecia que ia sair algo como Hoje eu estou sozinha (que tem uma letra fortíssima), mas ERA só impressão.

6. 8 estórias – Giovanna, Laura, Cláudia, Sophia, Luna, Juana, Carmem... Nenhuma delas me convenceu dessa música ter entrado no cd. ¬¬

7. Resta – Já conhecia e nem sabia que ela ia entrar no cd. Letra e música me agradam, ainda mais a Chiara cantando em italiano. \o/
"Quero chamar sua atenção, com as pausas do meu violão".

8. Torpedo – Um sambinha em parceria com o Gilberto Gil, depois de umas duas cervejas, eu: danço, canto e bebo mais. Hehehe =D

9. Traição – A-D-O-R-E-I - “Você surgiu, o céu caiu, sem estrelas, sem Deus”.

O Cd acabou???? Já???? Como assim? ¬¬

Pois é, pois é...
Pocket cd. ¬¬

domingo, 2 de agosto de 2009

Levem de mim...


Ninguém entende a solidão do meu quarto, dos meus pensamentos, do meu coração... Tão cheios de você, e ao mesmo tempo, tão solitário. Não me falem mais palavras, eu quero a sinceridade do silêncio. Me deixem, me peguem, me cuidem, me levem... Pra longe, longe daqui. Longe da ausência dela, do ponto final que me foi imposto – desgosto.

Suas palavras, seus gestos, seus cheiros, seus beijos... Apaguem-me as lembranças! Saia de mim, de uma vez. Foi tão fácil me sair de você, ser apagada.
Ainda me vem o desejo de reescrever nossa história, dá um final mais feliz ao nosso conto, ao nosso encontro. Viu? Minhas palavras se desencontram, como também nos desencontramos pelo caminho. E caminho tão sozinha hoje.


Caem lágrimas dos meus olhos. Estou caindo mais uma vez por você. Por nós. E eu cairia tantas vezes se você estivesse aqui para me segurar.
Onde é a vírgula? O ponto? Como empregar o verbo certo? Não importa. Você não me lê mais, não me reconhece – esquece.

Hoje eu só queria um abraço ou um consolo.