Pages

domingo, 2 de agosto de 2009

Levem de mim...


Ninguém entende a solidão do meu quarto, dos meus pensamentos, do meu coração... Tão cheios de você, e ao mesmo tempo, tão solitário. Não me falem mais palavras, eu quero a sinceridade do silêncio. Me deixem, me peguem, me cuidem, me levem... Pra longe, longe daqui. Longe da ausência dela, do ponto final que me foi imposto – desgosto.

Suas palavras, seus gestos, seus cheiros, seus beijos... Apaguem-me as lembranças! Saia de mim, de uma vez. Foi tão fácil me sair de você, ser apagada.
Ainda me vem o desejo de reescrever nossa história, dá um final mais feliz ao nosso conto, ao nosso encontro. Viu? Minhas palavras se desencontram, como também nos desencontramos pelo caminho. E caminho tão sozinha hoje.


Caem lágrimas dos meus olhos. Estou caindo mais uma vez por você. Por nós. E eu cairia tantas vezes se você estivesse aqui para me segurar.
Onde é a vírgula? O ponto? Como empregar o verbo certo? Não importa. Você não me lê mais, não me reconhece – esquece.

Hoje eu só queria um abraço ou um consolo.

3 comentários:

Helen disse...

eu também... nunca entendi como é fácil se apaixonar e difícil esquecer ...



adorei aqui, muito bom o blog.
Beijão!

Dustin disse...

se fabricassem remedios pra dor de amor, seria o produto mais vendido em todo mundo...

Erica Vittorazzi disse...

Acabei de ler que toda a literatura de Garcia Lorca foi guiada pelos seus fracassos amorosos. Ainda bem que escrevemos!! E é lindo escrever sobre o amor...