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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fado da solidão


Se é música o que canto
Por certo será um fado
Fado de um amor desencontrado
De uma dor latente
Que dilacera corpo, alma e mente

Fado da solidão
De fato de um coração apaixonado
Embriagado da ausência
Ressecado da falta que você faz

Fado da ilusão
Da espera
Do não

A voz não é boa para cantar-lhe o fado – de fato
A mão já não acerta escrever-lhe os versos – sejamos honestos
Não é música, verso ou fado
É apenas o meu coração apaixonado – de fato
Batendo você.

4 comentários:

Francisco Gomes disse...

Olá...Que texto lindo, profundo..Leve...Desesperador. Não conheço..É de sua autoria? Parabéns pela publicação. Abraço. =)

Ana Aitak disse...

Obrigada pela visita, e pelas palavras gentis, vc é quem faz jus a elas...abração.

Carol disse...

Solidão, amor, ilusão e alguém que saiba lidar com as palavras são os ingredientes necessários para um poema que me faça suspirar! Gostei muito!

Erica Vittorazzi disse...

algumas músicas não são para serem cantadas e alguns versos apens para serem vividos.