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sábado, 30 de janeiro de 2010

Palavras afiadas


Foi a primeira vez que tuas palavras me cortaram. Emudeci. Não tinha mais nada a dizer. Dentro de mim ecoava a grosseria exposta na tua voz.
Deixei as minhas leituras de lado, já não conseguia me concentrar em mais nada. Perdi a vontade de qualquer coisa. Nem o sono me veio como alívio. E tuas palavras ainda me latejavam a carne. Aí vem essa angustia que invade. Não peça desculpas – não peça. Aliás, não me fale mais nada. Deixa passar... Deixa as horas calar essa voz que grita em mim. Está fazendo um estrondo e é ruim. É ruim demais.

E talvez quando tudo isso passar, eu volte.

K.

#E foi tudo que encontrou ao voltar do seu surto de palavras afiadas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Traz


Me traz logo essas mãos que dizem tanto querer me abraçar


*É hora de se fazer presente... Aqui!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Quando o amor fala mais alto



Foi por amor, filho. Não me condene. Não diga que foi traição. Foi amor simplesmente. E só fazemos justiça quando sentimos amor, e eu sinto tudo isso por você.

A vida daquela moça era menos valiosa que a sua? Ciúme enlouquece, meu bom menino. Você pensou que a mãe dela também sofreria? Eu ainda tenho você. Apesar de tudo, tenho você. Ela não. Ela chora a morte de um sonho, de um pedaço que jamais será preenchido.

Seria injusto filho, te esconder em outra cidade. Enquanto a família da moça chora, por teu ato covarde. Será que eu nada te ensinei?
Lembra que somos responsáveis pelos nossos atos? Se foi impensado da tua parte, se em nada foi um crime premeditado, não importa. Ela se foi. E você a fez ir antes do tempo. Ciúme condena, filho. Amor liberta! E por amor, te liberto para que a justiça seja feita. Mesmo que para isso eu tenha que te entregar para eles.

Teu filho ficou aos meus cuidados. E outro dia, perguntou-me pela mãe. Todas as palavras do mundo pareceram se esconder de mim. Paralisei. Ele é tão pequeno e não entenderia o que nem nós conseguimos. Como tudo pode chegar a este ponto, filho?

O deixei na inocência da infância, ao menos por agora prefiro que seja assim. O processo judicial corre na justiça. A outra avó luta pela guarda dele. Só desejo que seja feito o que for melhor pra ele. Não quero nada pra mim.

Ele me sorri, e por dentro choro por você, por ela, por ele. Ele que perdeu a mãe, você que não vê o crescimento dele, ela que não verá o sorriso dele nunca mais. Esse teu ciúme sem medida destruiu mais coisas que você possa imaginar.

Estou com saudades da tua voz me cantando bom dia. Do teu (bom) humor. Saudades do filho que deixou de ser homem, para se tornar um monstro. Me dói dizer isso, mas foi exatamente o que fizestes. Uma monstruosidade.

Só poderei te visitar daqui a um mês. Antes disso, na tentativa de deixar claro que estarei sempre contigo, te escrevo essas palavras.

Um beijo acolhedor,



Tua mãe.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Solamente


A cama continua vazia. Ela dorme sem abraços e acorda sem sorrisos.

# E onde ficaram as promessas de uma vida a dois?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

(Es)correndo sentimentos



Escorria-lhe sangue das mãos. Uma lamina afiada estava jogada no chão da cozinha.Quisera se matar e tudo que conseguira fora sujar o chão. O corte lhe ardia o membro. O amor lhe queimava o peito. E no final, tudo era dor. Não sabia onde começava ou terminava, mas era dor. E disso não tinha dúvidas.


Covarde, covarde – era o que dizia a si mesma enquanto tentava fazer o sangue estancar. Não queria sujar toda cozinha. Não queria ter o trabalho de limpar tudo depois. Mas o sangue fluía e o amor lhe doía no peito.

O telefone tocou na sala. Pensou em atender, mas depois lembrou que não queria falar com ninguém. Aliás, não poderia ser nada de importante. Nunca o era. Certamente seria engano. Não quis arriscar em atender. Tinha decidido não ser incomodada, e assim seria.

Sentiu enjôo. Por um instante tudo ficou embaçado. Segurou-se na porta do armário. Não poderia cair. Não ali. Desejou estar perto da cama nesse momento. Respirou fundo. O mal- estar estava passando.

Pegou um pedaço de gaze e enrolou o pulso. Foi para o quarto. Deitou na cama. Se espalhou pelos lençóis, sentiu o cheiro dele e quis gritar. Abafou o grito no travesseiro. Relembrou as duras palavras. A voz dele lhe dizendo que estava indo embora, que não a queria mais. Não deu oportunidade para conversas. Falou o que queria e saiu. Ficou com as perguntas na cabeça. E no coração dela ele cravou um ponto final. Foi injusto – pensou. Nem ao menos sabe o que aconteceu de fato. Ele simplesmente se foi. Foi.

Ela ficou. Ficou desprotegida. Sozinha. Sangrando. O sangue não lhe escorria apenas nas mãos. Sentia o corpo inteiro fluir. E isso lhe doía. E doía muito.

De súbito pensou : - E se fosse ele ao telefone? Se estivesse arrependido?

Não. Não poderia ser. Do contrário teria voltado. Tinha as chaves do apartamento.

E na confusão dos pensamentos, adormeceu.
 
Acordou quando já passava do meio dia. Estava confusa e aos poucos tentava lembrar tudo que tinha acontecido. O pulso ainda latejava. Mas era o coração que mais lhe doía. Tentou chorar, foi em vão. As lágrimas não lhe viam e isso era sufocador. Pensou em levantar da cama, tomar um banho, fazer com que a vida voltasse ao seu curso normal. Desistiu. Na verdade, não queria levantar, e sentiu a mesma vontade de por fim a sua vida. Mas até para isso se sentia covarde. Logo, desistiu dessa idéia também. Ficou quieta. Encolhida como um animalzinho indefeso gemeu suas dores ao travesseiro. Mas ela sabia, que nada disso o traria de volta. Nada.

O telefone tocou mais uma vez. Tocou, tocou... Não atendeu. Não entendeu o porquê tudo isso havia acontecido. Praguejou o amor. O amor que ainda estava aceso em seu peito. O amor que apesar de tão ferido estava vivo. Enquanto ela se sentia morta. Gritou! E o seu grito ecoou por todo apartamento. Socou os travesseiros, a cama, a si. Sentia raiva. Era raiva dele. No entanto, acreditava que a raiva por si mesma era bem maior. Não entendia como ainda poderia lamentar por alguém que por ela não tinha a mínima consideração. Se achou uma idiota. E repetiu essa palavra inúmeras vezes. No minuto seguinte, o amou com mais intensidade. O desejou. Queria os dias de sol outra vez. Mas se sentia chover – e era triste.

Teria se apaixonado por outra pessoa? – pensou. Maldito seja ele! – esbravejou. Desejou dormir mais um pouco. Sentia o corpo tão pesado. Tudo era pesado demais. Se sentiu incapaz. Indefesa. Sentiu-se nada diante de todas as sensações que a envolvia. Ficou horas tentando dormir. Tentando levantar. No entanto, não saia do lugar. Num ato impulsivo e de impaciência, arrancou o curativo que tinha colocado no pulso. Sentiu a dor do ato brusco. Porém, não reclamou. Não demorou muito e começou a minar sangue outra vez. Não se importou. Também tinha o coração aberto e esse sangrava sem parar. Não pensou mais nas dores, não pensou mais no sangue que escorria, adormeceu.

Encontraram-na ainda dormindo uma semana depois. Não se sabe ainda ao certo o que causou sua morte.

Aliás, nada disso importa. Ela se sentiu morrer antes mesmo do corpo padecer. E essa foi a pior sensação.


sábado, 16 de janeiro de 2010

Carta a um amor distante - II





Me faz bem pensar em você. Sonhar com a gente, sonhos tão possíveis. Você me enche de vida, eu já disse? Ás vezes temo me repetir muito. Mas não é por falta de palavras. É que são sentimentos que ultrapassam o sentido delas. E eu te amo tanto – tanto!

O tempo passa tão devagar e tudo que eu mais quero é logo te encontrar. Te abraçar com sorrisos, te beijar com abraços, te sorrir com as vibrações do meu corpo. Quero tanto sentir seu calor no meu. Febre de amor! E eu te amo tanto – tanto!

Que essas palavras te toquem, enquanto minhas mãos ansiosas não te alcançam. Seu amor me ensina a ter paciência e esperar. Logo eu, que sou tão imediatista. Mas por você, esperaria a vida inteira. Que a verdade dos nossos sentimentos seja capaz de ultrapassar as dificuldades, que só nós sabemos que não são poucas. Que esse amor nos una – sempre!


Te espero de coração e braços abertos.


Rosinha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

E somos uma



As tuas mãos me chamam, não por só verem a mim, mas por uma confiança que vem de dentro. Que não se mede. E eu te vejo tão frágil, tão minha. Eu que sou tua, que de ti me fiz menina, mulher. E agora nos misturamos. E te cuido como filha, como mãe, como alguém que ama incondicionalmente. E assim o é.


Mãe, mãe... – É a voz que me chama na madrugada.
E te estendo os braços cálidos. E a calma nos vem. E nos misturamos. E nos tornamos uma. E somos uma – no amor.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hospital - VI



E finalmente voltamos pra casa hoje. Graças a Deus deu tudo certo na cirurgia e ela segue se recuperando muito bem.
Fica aqui o agradecimento a todos que torceram e torcem pela recuperação dela.



E já devem imaginar o quanto estamos felizes, né???

=)

ps: Em breve o blog volta com as postagens normais. Saudades da blogosfera!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Cerveja,cerveja,cerveja


Acho que ainda estou meio bêbada. ¬¬ Não sei se pela quantidade que eu bebi, ou se pelo tempo que eu estava sem beber. Tudo parece girar ainda...rs Eu estava precisando disso, me divertir um pouco, sair do clima tenso de hospital...Aff!


E tenho milhões de coisas pra fazer hoje, só não sei como. Tenho que dá banho no Kliffy (meu cachorro), mas estou com medo de afogar o bichinho no banheiro. Hahahahaha. Essa possibilidade é real hein! =D

Queria almoçar fora (sem condições de ir pra cozinha), alguém me manda um convite? O celular tá ligado. ....esperando.... Liga logo! ¬¬ Que coisa!

Eu vim aqui pra dizer uma coisa que agora nem lembro mais o que era. A culpa não é minha, é do álcool...rs Juro!

Sem mais,
Fui!

Ráááááá.  ^^