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sábado, 24 de abril de 2010

Transbordar!

É um maremoto de palavras que se misturam, que não saem... Não sei o que faço com elas, não sei o que faço comigo. Bebo mais um gole pra tentar esquecer, esquecer o que nunca deveria ser lembrado, o que na verdade, nem deveria existir. Não quero voltar ao começo de tudo, ao começo do abismo que lutei tanto para sair. Não, eu não quero voltar. Mais um gole, só pra afastar. Mais um gole por mim, outro por você. Sim, também bebo por nós.
Os ruidos querem me ensurdecer, o silêncio me grita verdades que não quero ouvir. O que fazer? Ah meu bem... Se você pudesse, se soubesse... Toma! Bebi um gole também. Chamo o dono do bar? Peço mais uma cerveja? Mando parar a cidade? Decreto algum feriado? Quem sabe...
Não queria pensar nesse meu jeito de dizer e sentir sobre você.
E você em mim não cabe, e te sinto transbordar.
Transbordar...
             dar...
                 ar.

(...)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Em prantos




Rasga-me o peito em saudades
Não me vens nem em piedade
Não ouves os lamentos meus?
Choro a vagar pela cidade
A procurar os passos teus
Ficaste em mim em cada pedaço
E já não sei mais o que faço
Pra calar os prantos meus
Escrevo-te versos em frangalhos
Palavras de um triste adeus.

sábado, 17 de abril de 2010

Sorrateiro em mim

Escreve em mim tuas linhas singulares
Me olha profundamente com esses olhos verdes-mares
Mergulha infinitamente em minh´alma
Com essa tua serena calma.

Sorrateiro véu
Encobre-me em tuas brumas
Enlaça-me, para que eu nunca fuja
Para que eu nunca me perca da segurança dos teus braços

Sigo teus passos, rumo pr´eu me encontrar
Na certeza, que ao teu lado é o melhor lugar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prumo


O que fazer?
Se é no teu prumo qu´eu me oriento.

domingo, 11 de abril de 2010

Cale a boca


Cale a boca! Saia! Não olhe pra trás, suas mentiras não me iludem mais. Não me venha com esse sorriso, com esse amor de brincadeira. Desista, hoje não caiu mais na sua teia.
Não faço mais parte da sua luxúria, do seu bom divertimento. Cale a boca! Não me olhe, não faça mais nenhum juramento. Suas palavras mentirosas, jogo no rio do esquecimento. Saia! Não encoste mais em mim. Nada em você me soma. Adeus! Melhor assim.

domingo, 4 de abril de 2010

Falta


Sinto falta do cheiro, do beijo, dos seus passos no meu quarto. Falta do calor, de ter você como cobertor.
Essa falta me enche no vazio transbordante do querer.
E eu te quero como louca, loba faminta, cadela no cio. E te quero tanto, tanto.
Essa saudade em mim é um vazio.