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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma certa viagem


Depois de algum tempo sem nenhuma viagem, lá vou eu alçar voo novamente. Dessa vez, o destino é o Rio de Janeiro. Não sei ao certo por quanto tempo vou ficar, só sei que estou indo. A viagem é amanhã e ainda tem um monte de coisas pra organizar.  Estou ansiosa. Um mês sem ver meu amor, e o coração está aos pulos.
Bom, assim que puder. Venho aqui contar alguma novidade.

Cidade maravilhosa... ai vou eu!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Você é uma ilha

Ela entendia pouco. Na verdade não entendia nada. Ou não queria. Não sei bem ao certo o que se passava naquela ilha, a quem todos chamavam carinhosamente de coração. Ela pedia  o mundo, e tudo o que eu tinha para oferecer era o meu amor. E eu o oferecia como  a minha própria vida. Nunca pedi mais do que a atenção e o respeito dela. Mas isso era demais para o seu mundinho profundamente egoísta. Tudo queria, e nada bastava. Sempre assim.

Eu a via frágil, totalmente desprotegida do mundo, e principalmente de si mesma. Nunca quis tomar as rédeas da sua vida, mas cuidava para estar sempre lá quando ela precisasse de uma mão para segurar. Era seguro pra ela. E o que eu tinha? Um amor que existia apenas das minhas imaginações do que poderia ser. Sim, porque em nada ela o alimentava. Mas ela dizia me amar, dizia me precisar. Palavras tão cheias do vazio que vinha dela. Tão egoísta. Queria um peito pra chorar sua vida frustrada. Queria um colo para se sentir aquecida. 
Sem muito cuidado, ela pisava em todos os sentimentos que eu lhe oferecia. E um dia a gente cansa, sabe?! Um dia a gente se vê impotente. Afinal, não podemos obrigar ninguém a nos amar, e muito menos aceitar o nosso amor. Então a única alternativa sã é partir. É tão idiota me repetir tanto, e assim. 
O amor não mudou, esse não muda nunca. Ele é todo e completamente seu, mesmo que você não o aceite.

domingo, 14 de agosto de 2011

Ahhhh.... Você!

...Você é a minha casa...
Deixa eu te morar!

Pai & Filha

Se ao menos pudéssemos ser pai e filha...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fragmento - II

Fazia tempo que ele não vinha me visitar, tanto tempo que mal consigo me lembrar da ultima vez.  Quase nada mudou. Quer dizer, mudar mesmo mudou. Afinal, tudo muda. O que não mudou é como me sinto toda vez que ele volta.

Quando ouço os seus passos firmes pelo corredor, meu coração fica aos pulos, tanto que nem consigo controlar. Ele fala ao meu ouvido, me abraça, me entra e me toma como ninguém.  Tantas vezes eu pensei que não seria mais assim, que seria tanto faz, mas ele em mim é sempre algo mais.

Já se foi outra vez. Eu fiquei procurando os pedaços, o pouco que restou de mim. Sei lá, sempre fico assim meio desestruturada, o engraçado é que ele fica distante o tempo suficiente para eu me recompor, parece mais que gosta de me ver em pedaços.  Que loucura.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Olhando e vendo


Foi bom olhar pra você e ver que as coisas mudaram. Que não sinto mais o meu coração aos pulos ao te encontrar, que meus olhos não veem você em cada lugar por onde passo.  Os dias ficaram mais leves, isso eu já havia percebido. Você não me movimenta mais como antes, aliás, é totalmente imperceptível aos meus sentidos. É bom saber isso. Eu que acreditei que jamais me curaria de você por mais que os dias passassem. E olha só pra mim, me refazendo, me redescobrindo ainda melhor. Foi bom ter ido até o fundo do poço, pois agora eu consigo enxergar tudo com mais clareza. Foi bom ter te visto exatamente do jeito que você é, e não da maneira que eu te inventava pra mim. Sem arrependimentos, de fato. Só que agora passou e eu simplesmente posso sorrir sem nenhum pesar. Minha pele que outrora estava em carne viva, se refez. Me sinto tão forte agora! 
Estou em mim outra vez e não mais em você. 

domingo, 7 de agosto de 2011

Por Caio

“Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo mais parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar.”

Caio Fernando Abreu.