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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tay

Quantos amores perdidos, quantas vidas mal vividas, quantas desilusões. Qual é a sua definição de amor? Qual? Fiquei noites em claro tentando decifrar, te decifrar. Essa ideia de felicidade que nunca acontece. Tantas pessoas que passaram em você sem que você as tenha percebido. Tanto carinho jogado fora. Reclamações. Tudo o que sai de você são reclamações. Nunca é o suficiente não é? Nunca. Perdi as contas de quantas vezes eu te dei, era pouco, eu sei. Mas era o que eu tinha, e sinceramente eu te oferecia. Amores platônicos. Essa é a sua preferência inegável. Tudo que não puder ser, para você é o ideal. E se um dia se tornar real, não é amor. Você muda de roupa e deixa tudo para trás. Os sonhos, os desejos... Uma vida inteira ao seu dispor. Não foi suficiente, nunca. Afinal, alguma coisa em você é real? Foi real? O ultimo abraço, aquele que eu sabia que seria o ultimo, e você me fez acreditar que não. Que ainda haveria muitos outros, que ainda existiria tempo. Tempo existe, o que não tem é você aqui, e já faz tanto, mas tanto tempo.
Eu não deveria te escrever essas palavras, Tay. Nem uma só palavra. Mas é que hoje todas essas lembranças doeram em mim.  Faça como sempre fez, não me leia. Ignore cada letra, cada palavra desencontrada. Eu só precisava escrever. Só.

4 comentários:

Ela disse...

Olá, Adorei a sua visita!
Amei o seu Blog!
Parabéns!

Elisa Cunha disse...

O amor confunde tanto, tanto...

Solange Maia disse...

escrever tem mesmo esse "poder"... as vezes é como um desabafo doído, que depois de feito, sara... ou, quase sara.

belo texto.

beijo carinhoso

quaresma. disse...

o que a gente não faz para sentir alívio, né?! escrever é sempre a melhor e às vezes a única saída :)

beijas, Tati ;*