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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A luz apagou, mas a chama continua acesa.


A luz apagou, mas a chama continua acesa.  Foi no escuro de mim mesma, que descobri uma pequena faísca, do que um dia fora uma explosão. Nesse momento, não me importa essa luz apagada, essa ausência descompensada de cores ao redor. A chama continua acesa. Sendo assim, não há razões ou motivos para mergulhar em qualquer que seja o abismo. Ainda há esperança. Eu sou a esperança.

domingo, 30 de outubro de 2016

Murphy, seu puto!


De acordo com a lei de Murphy, se algo pode dar errado, dará. Mas precisa ser tudo de uma vez mesmo? Gente do céu, uma avalanche do que não presta. Tem horas que eu acredito que preciso escrever para não implodir com tudo que fica engasgado, mas ao mesmo tempo, tudo em mim se cala. Ter descoberto o meu real problema de saúde foi um alívio em muitos aspectos, pelo menos agora, tenho respostas para muitas coisas que já vinha sentindo há algum tempo. O tratamento é chato? MUITO! Ainda mais quando se tem p-a-v-o-r de agulha e o tratamento é 2x na semana uma intramuscular.  Socorro!!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

Fundo de eu



Me expus
Dispus.
Ferida aberta
Aperta.
Sinta-me sangrar
Falhar.
Cada pedaço
estilhaço.
Ao avesso
padeço.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sensível demais


Ahhhh, Bethânia! Você me deixa sensível demais.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

d.e.f.e.i.t.o


Não tem jeito
deu defeito
desde o primeiro instante.
Não foi antes
nem agora.
Nunca foi a hora!
Estar pronto
sair correndo
ceder
padecer.

Milênios, milênios...


O acompanhamento da noite de hoje.

domingo, 9 de outubro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar da Joany.


Não. Não nos conhecemos numa aula de jazz. Nosso encontro foi através de uma amiga em comum, num bate-papo do MSN. Naquela época fazia pouco tempo que eu havia saído de um relacionamento conturbado, e ela, bom, ela estava em busca de alguém com quem pudesse ter um relacionamento. Nada mais natural que isso.  O porém é que ela morava no Rio de Janeiro e eu em Recife. Qual a probabilidade disso dá certo?  Sendo otimista, chuto em 30%.
Pois é.  Agarradas nesses 30% de chance mantivemos um relacionamento a distância por 8 meses. Tudo que tínhamos era uma conversa rápida ao telefone, nessa época ainda não exista as inúmeras facilidades dos aplicativos que temos hoje em dia.  Nos encontramos e a sensação era mesmo de reencontro, pelo menos para mim. Fui do céu ao inferno em 13 dias. Afinal, ela precisa voltar, e eu? Ah! Eu fiquei em mil pedaços. Mas cara, a gente ainda tinha 30%, e essa era nossa chance.  Três meses depois ela foi novamente para Recife e ficou morando lá em casa por 1 ano e 3 meses.
Filmes, lanchinho no mc donald´s uma vez por mês, afinal, a grana era muito curta. Ela me ensinou a jogar buraco e isso nos divertiu muitas e muitas vezes. Aos domingos ia me pegar no trabalho e isso acabava se tornando um passeio. 
Por problemas familiares (dela), teve que voltar pro Rio de Janeiro, e 1 mês depois eu vim. Vim para passar uns dias e nunca mais voltei.

Sorrimos e choramos. Mas sabe de uma coisa? Há 7 anos tenho a sorte de ter ao meu lado uma pessoa incrível, que não é apenas minha esposa (sim, CASAMOS!), mas minha melhor amiga. Eu a vejo dormir e tenho a certeza que eu faria essa escolha milhões de vezes. Temos brigas e desentendimentos como em qualquer relação. Mas esses 30% é a maior certeza da minha vida.

14/09/2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Tarde quente


Era mais uma tarde quente, afinal, sempre estava quente demais naquela cidade. Não tinha nenhuma programação em mente, nada para fazer, até que recebi uma ligação. Era um convite. Não. Na verdade era uma intimação. Nunca tinha ido até a casa dela. Esse tipo de intimidade sempre foi evitada entre nós.
Não demorou, e lá estava eu. Primeiro um reconhecimento tímido do local. Conversas e risos, na tentativa de tornar tudo aquilo o mais natural possível. Me peguei por diversas vezes prendendo a respiração, era involuntário.
Meu corpo inteiro já emitia sinal de alerta, minha cabeça já não conseguia pensar com clareza, meus sentidos estavam todos aguçados. Eu me sentia um animal. Atenta, sagaz. Pronta para o ataque. E ela, ela era a minha presa.  Observava atentamente cada movimento. Ouvia a sua voz, mas não compreendia mais suas palavras. Cada movimento, cada respiração, tudo era precisamente acompanhado por meus olhos famintos. Sim. Eu tinha fome.

Não demorou muito, e já estávamos entregues.  Eu já não sabia o que era meu, o que era dela. Éramos uma. No fogo, na paixão. E tudo queimava. Eu a invadia, a queria desvendar inteira. Estava ali, aberta e minha. E me queria, me chamava, implorava para que eu estivesse dentro e me demorasse por lá.  Passeei por cada milímetro, preenchi cada espaço, me espalhei por todos os lados. Era só nós. O eco firme dos nossos gemidos tomava dimensão, ganhava força. Era real e verdadeiro. Nossos corpos dançavam, se reconheciam, se queriam. O gozo veio firme, quente, avassalador. Eu a sentia tremer em mim, me deixei cair sobre o seu corpo cansado, extasiado.  Era nós. No ápice do que somos.

A vida? A vida segue, quer você queira ou não. E aquela, aquela não era a nossa vida. E seguimos. Aquela tarde foi quente, bem mais que o habitual.

domingo, 2 de outubro de 2016

c a r t a

Te escrevi uma carta. 
Não sei se você não recebeu ou simplesmente preferiu ignorar.
Te escrevi por horas, dias, semanas, meses e anos. 
A única resposta é esse vácuo entre o tempo.
Vou continuar te escrevendo por dias, meses e anos.
Você é tudo que eu tenho. Minha letra, minha rima.
Você é tudo aquilo que está entre o presente e ausente.
Você é. E só.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

t.e.m.p.o


Tempo:
Libertação.
Prisão.
Redenção.
O sim e não.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Netflix

Ainda bem que existe a Netflix. Aliás, fico me perguntando o que eu estaria fazendo nesse exato momento se não tivesse. Estou entediada, arrasada, em frangalhos e por mil motivos diferentes. Essa porra de crise dos 30 existe mesmo ou eu que estou inventando? Quando uma coisa não vai bem, todas as outras resolvem se unir e terminar esculhambar tudo.
Acordei assistindo Scandal e irei dormir assistindo a mesma coisa. E dentro desse período, nada, absolutamente nada me motivou a levantar e fazer qualquer outra coisa. Teve umas pausas sim, claro. Afinal, estou banhada no sono. Devo estar anêmica ou algo do tipo. Irei verificar semana que vem, quando bater a coragem de ir buscar meus exames.

Eu sempre penso em deletar você, balaio. Mas quem iria me aturar nessas horas?

Te beijo!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

#fato

Fazia um intenso calor lá fora, e aqui dentro, eu chovia!

domingo, 8 de maio de 2016

M.ã.e

Aeroporto é mesmo um lugar de alegrias e tristezas, né? Ontem eu pude sentir isso intensamente. Era um dia feliz para mim. Mainha chegando. Uma saudade sem tamanho para sanar. Um ano e alguns meses é uma vida, fato! Eu estava feliz por mim, e pelas outras pessoas que também estavam esperando suas mães. Abraços, beijos, conversas apressadas tentando ultrapassar o tempo “perdido”. O cheiro, o som, tudo e tudo. Tão intensos como se nunca houvessem se afastado de mim.

Depois de 5 anos, é tão especial estar hoje com você. Te amo mais que muito. Você é toda minha história. 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Flores


Eu recebi as flores. Os cheiros, todo carinho, guardado em cada pétala. Quase pude ouvir teu riso, sentir teu beijo, teu afeto, num momento tão meu. Quis saber de mim, mandou flores. As recebi. Não li o cartão, a chuva molhou. O que vinha escrito? Sentenças desse louco amor? Tinha teu perfume. Tinha tuas cores, teu cuidado tão singular. Não duvidei, de imediato sabia que era teu. Era para mim e por mim. As recebi, tenha certeza que sim.


Te beijo!


Czarny.


domingo, 1 de maio de 2016

O que seria?

E se um dia, obra do acaso do destino eu fosse a rainha do teu reino? Se por um descuido, minha linha se esbarrasse na reta do teu caminho, o que seria? 
Um mar de encantaria, de sorrisos e festejos, era assim que seria? 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Não faz sentido


Apagaram-se as luzes. Na parede exposta, teu reflexo altamente definido. Pisquei firmemente. Precisava a todo custo afastar de mim aquela visão. Nada mudou. Você se movimentava na escuridão do quarto, lá no fundo de mim. Eu me sentia dilacerar, parte a parte. Mil pedaços. Uma avalanche de pensamento e sentimentos me inundavam, transbordavam por entre os quadros e espaços. Me recostei num canto, acuada, indefesa. Tentei disfarçar, eu quis esconder. Mas cada pedaço de mim me denunciava, eu transpirava você. O suor me escorria pela face, a respiração no descompasso do compasso daquele beijo. Eu lutava, precisava me realinhar. Ponderar essas visões, emoções. Lembrei do teu cheiro, corei. Não faz sentido, esse sentido que ainda pulsa você. Dilacerada no final da tarde eu vou. O quarto escuro se preenche de cores e cheiros, de lembranças e desejos.

Confissões de um descompasso



É preciso estar de alma leve e de coração tranquilo para que a mente possa relaxar. Nem sempre é tão fácil chegar a esse ponto, ao famoso “X” da questão. Embora você esteja vivendo momento e coisas maravilhosas, e talvez coisas que sempre desejou, isso não significa uma garantia de felicidade plena. É preciso estar em equilíbrio, não existe felicidade sem equilíbrio. Não existe dor se tiver equilíbrio. Logo, concluo que minha busca antes de mais nada deve ser pelo equilíbrio e não necessariamente pela felicidade, ela seria apenas uma consequência. Foram dias difíceis quando minh´alma chorou e simplesmente não estava sabendo lhe dar com isso. Mas aí você se dá conta que até os medos precisam ser vividos, e mais, superados. Não é fácil. É preciso insistir mais e outra vez. Conseguir, fracassar, mas nunca desistir de superar os monstros internos, esses são mais perigosos que os malvados que andam a solta por aí.
É... há que se ter paciência e tranquilidade para lhe dar com tudo isso da melhor forma possível. Pratique, Tatiane!

terça-feira, 29 de março de 2016

Descompasso - II

São altas horas. São tantas horas.  Estou aqui, revirando memórias. Assombrada pelo medo. Medo que nem sei de onde veio,  mas que insiste em ficar.  Talvez eu devesse ter uma "pílula mágica" para acabar logo com isso. Talvez eu devesse manter meu whisky disponível para situações assim. Ah não! Isso seria demais.  Me tornaria uma dependente fácil.  C-A-R-A-L-H-O!  Isso cansa, me cansa. Me quero de volta,  logo e urgente! 

domingo, 20 de março de 2016

Descompasso - I


São monstros.  Medonhos,  raivosos e insanos.  Me chamam.  Finjo que não ouço,  finjo que não estão.  Jogo sujo,  golpe baixo,  acredito.  Não quero isso.  Esse tremor,  pavor desconcertante.  Sigam,  não me enxerguem!  Passem adiante.  

Algo que cai,  um estrondo que faz.  Chama minha atenção.  Disperso os olhares,  desvio os pensamentos. Oração.  Esse é o momento mais propício de oração.  Peço por mim e por eles. Vários minutos até que enfim consiga relaxar.  Mas o corpo já tão contraído na tensão.  Me dói.  Dói cada músculo. A boca cheia d'água indica que estou prestes a vomitar.  E no fundo é isso que eu quero mesmo,  quem sabe não sai tudo.  Toda essa angústia. Me embrulha,  mas não vem.  E é algo a mais que sou obrigada a guardar. Parem esse trem,  eu quero descer. Parem!     Me sinto inerte nada em mim se mexe,  a não ser meus pensamentos acelerados e meu coração que parece querer sair do peito. Não posso chorar,  não posso chorar.  Repito incansavelmente para mim mesma. Nó na garganta.  Mais isso?  Ah!  Está difícil.  Vou agora apressada pelas ruas,  tenho que chegar em casa.  Preciso.  Banho gelado.  Está escuro no quarto e logo procuro minhas cobertas. Penso em tudo como se fosse um pesadelo. E que talvez agora eu esteja acordando,  que alívio!  Tento quase não me mexer,  tenho receio que tudo volte. Agora só penso em dormir,  dormir por uma semana,  quem sabe.