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domingo, 30 de outubro de 2016

Murphy, seu puto!


De acordo com a lei de Murphy, se algo pode dar errado, dará. Mas precisa ser tudo de uma vez mesmo? Gente do céu, uma avalanche do que não presta. Tem horas que eu acredito que preciso escrever para não implodir com tudo que fica engasgado, mas ao mesmo tempo, tudo em mim se cala. Ter descoberto o meu real problema de saúde foi um alívio em muitos aspectos, pelo menos agora, tenho respostas para muitas coisas que já vinha sentindo há algum tempo. O tratamento é chato? MUITO! Ainda mais quando se tem p-a-v-o-r de agulha e o tratamento é 2x na semana uma intramuscular.  Socorro!!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

Fundo de eu



Me expus
Dispus.
Ferida aberta
Aperta.
Sinta-me sangrar
Falhar.
Cada pedaço
estilhaço.
Ao avesso
padeço.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sensível demais


Ahhhh, Bethânia! Você me deixa sensível demais.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

d.e.f.e.i.t.o


Não tem jeito
deu defeito
desde o primeiro instante.
Não foi antes
nem agora.
Nunca foi a hora!
Estar pronto
sair correndo
ceder
padecer.

Milênios, milênios...


O acompanhamento da noite de hoje.

domingo, 9 de outubro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar da Joany.


Não. Não nos conhecemos numa aula de jazz. Nosso encontro foi através de uma amiga em comum, num bate-papo do MSN. Naquela época fazia pouco tempo que eu havia saído de um relacionamento conturbado, e ela, bom, ela estava em busca de alguém com quem pudesse ter um relacionamento. Nada mais natural que isso.  O porém é que ela morava no Rio de Janeiro e eu em Recife. Qual a probabilidade disso dá certo?  Sendo otimista, chuto em 30%.
Pois é.  Agarradas nesses 30% de chance mantivemos um relacionamento a distância por 8 meses. Tudo que tínhamos era uma conversa rápida ao telefone, nessa época ainda não exista as inúmeras facilidades dos aplicativos que temos hoje em dia.  Nos encontramos e a sensação era mesmo de reencontro, pelo menos para mim. Fui do céu ao inferno em 13 dias. Afinal, ela precisa voltar, e eu? Ah! Eu fiquei em mil pedaços. Mas cara, a gente ainda tinha 30%, e essa era nossa chance.  Três meses depois ela foi novamente para Recife e ficou morando lá em casa por 1 ano e 3 meses.
Filmes, lanchinho no mc donald´s uma vez por mês, afinal, a grana era muito curta. Ela me ensinou a jogar buraco e isso nos divertiu muitas e muitas vezes. Aos domingos ia me pegar no trabalho e isso acabava se tornando um passeio. 
Por problemas familiares (dela), teve que voltar pro Rio de Janeiro, e 1 mês depois eu vim. Vim para passar uns dias e nunca mais voltei.

Sorrimos e choramos. Mas sabe de uma coisa? Há 7 anos tenho a sorte de ter ao meu lado uma pessoa incrível, que não é apenas minha esposa (sim, CASAMOS!), mas minha melhor amiga. Eu a vejo dormir e tenho a certeza que eu faria essa escolha milhões de vezes. Temos brigas e desentendimentos como em qualquer relação. Mas esses 30% é a maior certeza da minha vida.

14/09/2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Tarde quente


Era mais uma tarde quente, afinal, sempre estava quente demais naquela cidade. Não tinha nenhuma programação em mente, nada para fazer, até que recebi uma ligação. Era um convite. Não. Na verdade era uma intimação. Nunca tinha ido até a casa dela. Esse tipo de intimidade sempre foi evitada entre nós.
Não demorou, e lá estava eu. Primeiro um reconhecimento tímido do local. Conversas e risos, na tentativa de tornar tudo aquilo o mais natural possível. Me peguei por diversas vezes prendendo a respiração, era involuntário.
Meu corpo inteiro já emitia sinal de alerta, minha cabeça já não conseguia pensar com clareza, meus sentidos estavam todos aguçados. Eu me sentia um animal. Atenta, sagaz. Pronta para o ataque. E ela, ela era a minha presa.  Observava atentamente cada movimento. Ouvia a sua voz, mas não compreendia mais suas palavras. Cada movimento, cada respiração, tudo era precisamente acompanhado por meus olhos famintos. Sim. Eu tinha fome.

Não demorou muito, e já estávamos entregues.  Eu já não sabia o que era meu, o que era dela. Éramos uma. No fogo, na paixão. E tudo queimava. Eu a invadia, a queria desvendar inteira. Estava ali, aberta e minha. E me queria, me chamava, implorava para que eu estivesse dentro e me demorasse por lá.  Passeei por cada milímetro, preenchi cada espaço, me espalhei por todos os lados. Era só nós. O eco firme dos nossos gemidos tomava dimensão, ganhava força. Era real e verdadeiro. Nossos corpos dançavam, se reconheciam, se queriam. O gozo veio firme, quente, avassalador. Eu a sentia tremer em mim, me deixei cair sobre o seu corpo cansado, extasiado.  Era nós. No ápice do que somos.

A vida? A vida segue, quer você queira ou não. E aquela, aquela não era a nossa vida. E seguimos. Aquela tarde foi quente, bem mais que o habitual.

domingo, 2 de outubro de 2016

c a r t a

Te escrevi uma carta. 
Não sei se você não recebeu ou simplesmente preferiu ignorar.
Te escrevi por horas, dias, semanas, meses e anos. 
A única resposta é esse vácuo entre o tempo.
Vou continuar te escrevendo por dias, meses e anos.
Você é tudo que eu tenho. Minha letra, minha rima.
Você é tudo aquilo que está entre o presente e ausente.
Você é. E só.