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domingo, 9 de outubro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar da Joany.


Não. Não nos conhecemos numa aula de jazz. Nosso encontro foi através de uma amiga em comum, num bate-papo do MSN. Naquela época fazia pouco tempo que eu havia saído de um relacionamento conturbado, e ela, bom, ela estava em busca de alguém com quem pudesse ter um relacionamento. Nada mais natural que isso.  O porém é que ela morava no Rio de Janeiro e eu em Recife. Qual a probabilidade disso dá certo?  Sendo otimista, chuto em 30%.
Pois é.  Agarradas nesses 30% de chance mantivemos um relacionamento a distância por 8 meses. Tudo que tínhamos era uma conversa rápida ao telefone, nessa época ainda não exista as inúmeras facilidades dos aplicativos que temos hoje em dia.  Nos encontramos e a sensação era mesmo de reencontro, pelo menos para mim. Fui do céu ao inferno em 13 dias. Afinal, ela precisa voltar, e eu? Ah! Eu fiquei em mil pedaços. Mas cara, a gente ainda tinha 30%, e essa era nossa chance.  Três meses depois ela foi novamente para Recife e ficou morando lá em casa por 1 ano e 3 meses.
Filmes, lanchinho no mc donald´s uma vez por mês, afinal, a grana era muito curta. Ela me ensinou a jogar buraco e isso nos divertiu muitas e muitas vezes. Aos domingos ia me pegar no trabalho e isso acabava se tornando um passeio. 
Por problemas familiares (dela), teve que voltar pro Rio de Janeiro, e 1 mês depois eu vim. Vim para passar uns dias e nunca mais voltei.

Sorrimos e choramos. Mas sabe de uma coisa? Há 7 anos tenho a sorte de ter ao meu lado uma pessoa incrível, que não é apenas minha esposa (sim, CASAMOS!), mas minha melhor amiga. Eu a vejo dormir e tenho a certeza que eu faria essa escolha milhões de vezes. Temos brigas e desentendimentos como em qualquer relação. Mas esses 30% é a maior certeza da minha vida.

14/09/2016

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